• Romario Regis

O inimigo avança através da violência - Artigo

Atualizado: 14 de jul.

por Romario Regis


Nota de repúdio não protegerá ningueḿ das violências cometidas por alguns dos fanáticos eleitores do atual presidente. O problema é mais profundo e mais grave.


O assassinato de Marcelo Arruda, durante seu aniversário, não pode ser tratado apenas com notas de pesar. Estamos falando de uma violência que extrapola toda e qualquer normalidade institucional dentro do país. Marcelo foi assassinado pelo simples fato de ser um eleitor do PT.


Não podemos justificar esse tipo de episódio culpando a "polarização". Polarização sempre existiu no Brasil. A disputa entre Collor e Lula, entre Fernando Henrique Cardoso e Lula, entre Lula e José Serra, entre Lula e Geraldo Alckmin, entre Dilma e José Serra e entre Dilma e Aécio foram polarizadas, mas não produziram o que o atual presidente está produzindo que é violência e ódio gratuito.


A violência, outrora reduzida aos espaços digitais, vem ganhando, dia após dia, um espaço de atuação física e bélica. São casos de linchamento público, destruição de tecidos sociais baseados em fake news e ataques físicos e diretos às pessoas que divergem, combatem e não estão na mesma posição que esses lunáticos.


A centralidade da violência ocupou a política e precisamos ter cuidado redobrado durante esse processo eleitoral. Os partidos que acreditam na democracia, de esquerda ou da direita democrática, precisam organizar a segurança dos seus quadros políticos, sejam eles mandatários, pré-candidatos ou militantes de base.


Não existe bandeira branca e pomba da paz quando os adversários avançam na política através da violência. Ninguém me convencerá de responder lunáticos e terraplanistas políticos com abraços.


Marcelo Arruda impediu um massacre no seu próprio aniversário. Que ele sempre seja lembrado como um símbolo de que não podemos tratar fanáticos fascistas apenas como divergentes.


Tomem cuidado com nosso inimigo. 

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